Entrevistas com palestrantes

Ocimar Munhoz Alavarse

Palestrante no encontro "Cultura Matemática no Brasil: diagnósticos e perspectivas", organizado pelo CEPID NeuroMat e a ser realizado em 16 de maio de 2017, Ocimar Munhoz Alavarse é pedagogo pela Universidade Federal de São Carlos. Atuou, de 1988 a 1995, como Técnico de Desenvolvimento Profissional no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo (Senac-SP). Trabalhou na Rede Municipal de Ensino de São Paulo, de 1995 a 2008, onde foi Coordenador Pedagógico e responsável pela Prova São Paulo. Desde 2008 é professor na Feusp, na qual é Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação Educacional (Gepave).

No evento promovido pelo NeuroMat, Ocimar pretende abordar algumas características do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) para evidenciar como seus resultados de matemática, com foco na resolução de problemas, na série histórica de 1995-2015, podem ensejar uma avaliação do ensino de matemática nos ensinos fundamental e médio e, ao mesmo tempo, destacar algumas limitações dessa avaliação externa para tal finalidade, notadamente quando integrados nos cálculos do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Durante uma entrevista com a equipe de comunicação do NeuroMat, Ocimar afirmou que um desafio proeminente é o de incorporar resultados de avaliações externas em larga escala ao trabalho docente e ao projeto pedagógico das escolas dos ensinos fundamental e médio na perspectiva de articulá-los com os resultados das avaliações internas, diante do chamado "paradoxo docente", com as restrições que professores de educação básica possuem, por formação, para um melhor tratamento de dados com vistas à avaliação educacional e, consequentemente, para uma educação de qualidade para todos.

Esther F. S. Carvalhaes

Para o evento "Cultura Matemática no Brasil: Diagnósticos e Perspectivas", em 16 de maio, o CEPID NeuroMat recebe a pesquisadora Esther F. S. Carvalhaes, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena a realização do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA, da sigla em inglês).

Esther Carvalhaes nasceu e cresceu em São Paulo. Formada em educação pela Universidade de São Paulo e doutora em políticas educacionais pela Universidade da Cidade de Nova York, ela se especializou na aplicação de métodos estatísticos - como o uso de bancos de dados de larga escala - para melhor compreender realidades educacionais. Atualmente, ela atua como analista do PISA em Paris, após ter trabalhado em outros projetos da OCDE como o Education at a Glance e o Education GPS.

No evento, Esther Carvalhaes espera reunir diversas vozes, especialidades e perspectivas, a fim de que o evento contribua não só para uma reflexão real sobre o ensino de matemática no nosso país, mas que também impulsione ações práticas em benefício de um ensino público de qualidade para todos.

Durante uma entrevista com a equipe de comunicação do NeuroMat, ela disse que "no contexto das avaliações do PISA, um dos grandes desafios para o Brasil é reduzir a parcela da população de jovens que chegam ao fim do ensino obrigatório sem ter adquirido um nível de proficiência em matemática considerado básico de acordo com padrões internacionais. O desafio é duplo: não apenas elevar o nível de aprendizado dos alunos, mas também reduzir o impacto de desigualdades sociais no ensino. Isso requer um esforço especialmente voltado aos alunos de classes desfavorecidas".

Otaviano Helene

No encontro "Cultura Matemática no Brasil: Diagnósticos e Perspectivas", que o CEPID NeuroMat promove em 16 de maio, o professor Otaviano Helene participará da mesa-redonda “Impacto das avaliações nas políticas públicas e na formação de professores”.

Helene trabalha no Instituto de Física da Universidade de São Paulo desde 1977 com trabalhos em diversas áreas da física e em tratamento estatístico de dados bem como em política educacional e em economia, este último associado especialmente à distribuição de renda. O professor é ainda ex-presidente da Adusp e ex-presidente do INEP/MEC.

Durante uma entrevista com a equipe de comunicação do NeuroMat, ele disse que "a matemática está presente em praticamente todos os trabalhos desenvolvidos em física, uma ciência altamente matematizada. Entretanto, o entendimento de questões relacionadas à política educacional e à alguns outros assuntos de relevância social – como a distribuição de renda, por exemplo – também pode ser muito facilitado com o uso de métodos e raciocínios matemáticos (e físicos) relativamente simples. Incorporar mais intensamente esses métodos à análise política, especialmente à análise da política educacional, poderia contribuir, em muito, para o entendimento dos problemas que enfrentamos, entendimento esse que é essencial para propor políticas públicas".

Fernando da Paixão

O coordenador de difusão científica do NeuroMat, Fernando J. da Paixão, é um dos organizadores do evento "Cultura Matemática no Brasil: Diagnósticos e Perspectivas", a ser realizado em 16 de maio. Ele será um dos mediadores do evento e tem como um de suas principais expectativas de que se possa fortalecer uma percepção das avaliações além da classificação que elas nos fornecem. Ele afirmou que um dos maiores problemas relacionados à Cultura Matemática está no Ensino Fundamental, uma vez que a maioria dos problemas observados nas fases posteriores do ensino advém desta fase do ensino.

Martha Marandino

A pesquisadora do NeuroMat Martha Marandino participa da organização do evento "Cultura Matemática no Brasil: Diagnósticos e Perspectivas", a ser realizado em 16 de maio, além de mediar a mesa-redonda sobre o impacto das avaliações nas políticas públicas e na formação de professores. Sua expectativa em relação ao evento é que se aprofundem as possibilidades e os problemas dos processos e das políticas de avaliação que estão cada vez mais presentes, determinando ações e fundamentando decisões no campo educacional. Segundo ela, um dos principais desafios que um evento como este tem de lidar é o de "ensinar e divulgar aspectos relacionados à cultura científica de forma mais ampla, o que contempla também a matemática".

Nancy Lopes

A coordenadora da área de Matemática e Estatística na FAPESP, a pesquisadora do NeuroMat Nancy Lopes, participará do evento "Cultura Matemática no Brasil: Diagnósticos e Perspectivas", em 16 de maio. Para ela, a Matemática durante muito tempo foi vista com apreensão pela maioria dos alunos e aqueles que conseguiam se destacar na matéria eram poucos e dentre estes aqueles que continuavam nesta área eram raros. Isto se devia não só ao fato de desconhecimento da matéria, falta de preparo dos professores, mas também da falta de emprego para os formados em Matemática. Nos últimos anos, esse cenário vem se modificando através de várias iniciativas como as Olimpíadas de Matemática, principalmente a OBMEP que difundiu a matemática dentre os estudantes das escolas públicas. Outro marco importante, foi, a criação do PROFMAT que investe na formação dos professores de Matemática. Sua expectativa para este evento é que, através da discussão, novas iniciativas sejam propostas.

 

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